Regência de “condenar” e “condenação”
Vocês concordam comigo que escrevemos quase que diariamente as palavras “condenar” e “condenação” nas nossas peças, correto? Acertar a regência dessas palavras é, portanto, nossa obrigação. Vou ajudar vocês.
Bom, em regra, tanto o verbo “condenar” quanto o substantivo “condenação” pedem a preposição “a”. Condenar alguém “a” algo; condenação de alguém “a” algo:
“Condenou o réu AO pagamento das custas processuais.” (Certo)
“Condenou o réu NO pagamento das custas processuais.” (Errado)
“Pugnou pela condenação do acusado EM dez anos de reclusão.” (Errado)
“Pugnou pela condenação do acusado A dez anos de reclusão.” (Certo)
Se o verbo “condenar” tiver como complemento tempo especificado, não admitirá “a”, mas “em”:
“Foi condenada A cinco anos de prisão.” (Errado)
“Foi condenada EM cinco anos de prisão.” (Certo)
Ao contrário de “condenar”, “condenação” nunca admite “em”, mesmo com tempo especificado.
Era isso.
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Muito esclarecedor! A diferença sutil entre o comportamento do verbo na voz passiva com tempo determinado e a rigidez do substantivo ‘condenação’ pega muita gente de surpresa. Essa nuance da preposição ‘em’ para tempo determinado é um dos pontos que mais geram debate em revisões de texto. Na sua experiência, você percebe se os tribunais superiores têm mantido esse rigor gramatical estrito no julgamento de peças ou a tolerância a esses deslizes de regência tem aumentado?
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